COMO OS ALIMENTOS AJUDAM NA ANSIEDADE OU DEPRESSÃO?

Ansiedade e depressão

Uma série de itens devem ser observados.

Mundialmente a ansiedade e depressão atingem milhões de pessoas e este número cresce ano a ano. Dentro distúrbios psiquiátricos, a depressão tem sua causa ainda incerta, entretanto sabemos que a falta de nutrientes importantes à produção de serotonina, assim como o consumo excessivo de alimentos estimulantes do cortisol (hormônio do estresse) são fatores que pioram este quadro. Assim, a qualidade e variedade da alimentação são fundamentais na prevenção e melhoria dos sintomas.

Alimentos a serem evitados:

  • Açúcar refinado, doces, sobremesas e preparações contendo açúcar;

  • Alimentos contendo farinhas brancas: pão branco/ de leite/ sovado, pão de queijo, pão doce, todos os tipos de bolachas (recheadas, maisena, água e sal), macarrão, farofas e farinhas temperadas, miojo.

  • Fast-food e embutidos.

  • Alimentos que contêm gordura vegetal hidrogenada: bolachas refinadas simples e com recheio, salgadinhos, achocolatados, massas folhadas.

  • Leite de vaca e derivados: queijos amarelos, coalhada, sorvetes, leite condensado, creme de leite, chocolates e sobremesas de leite, doce de leite, nata, requeijão).

  • Cafeína: café, chá-mate, chá-preto, chá-verde, chá-branco, chimarrão, refrigerantes (a base de cola e guaraná), chocolate e achocolatados. *É comum um consumo diário excessivo de cafeína na tentativa de aumentar a disposição e ânimo, contudo isso agrava os quadros de ansiedade, estresse, depressão e insônia por gerar descontrole emocional e compulsão alimentar.

 

Alimentos essenciais no tratamento:

Arroz integral;

Grão de bico;

Banana;

Nozes;

Abacate;

Cacau;

Soja e aveia;

Manga;

Melancia;

Germe de trigo;

Semente de abóbora;

Peixes como salmão, truta, cavala, arenque, bacalhau, sardinha, atum.

Além disso, alguns cuidados são essenciais no tratamento:

  • Um bom aproveitamento das vitaminas e minerais se inicia na boca, pela mastigação. A mastigação rápida e sem atenção gera má digestão e baixa saciedade;

  • Fracionar as refeições garante a oferta regular de nutrientes precursores da serotonina, principalmente no final da tarde e início da noite;

  • Evite adoçantes à base de ciclamato, sacarina, aspartame ou acessulfame, açúcar magro e açúcar light. Você pode substituir por açúcar mascavo, demerara ou de coco ou ainda adoçante à base de estévia (100% pura – fique atento ao rótulo);

  • Consumir peixes de 2 a 4 vezes na semana (sardinha/atum 0 mesmo sendo na versão enlatada) contribui para a ingestão de ômega 3, que ajuda a minimizar as crises;

  • Movimente-se. Praticando atividades físicas regularmente, são liberadas no organismo as citocinas, que geram a sensação de bem-estar.

E lembre-se: toda e qualquer indicação deve ser precedida de avaliação, por isso, procure regularmente seu médico ou nutricionista!

 

Nutricionista responsável: Fabiane Almeida | CRN 8 6363.

Fonte de apoio:

1. PASCHOAL, V. et al. Suplementação Funcional Magistral: dos nutrientes aos compostos bioativos. São Paulo: VP Editor, 2008.

2. PASCHOAL, V.; NAVES, A; FONSECA, A.B.B.L. Nutrição Clínica Funcional: dos princípios à prática clínica. São Paulo: VP Editora, 2007.

3. Associação Brasileira de Familiares, Amigos e Portadores de Transtornos Afetivos.

4. Sociedade Brasileira de Medicina da Família e Comunidade.

 

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