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Depressão e Ansiedade: como a alimentação pode auxiliar? 

A busca por uma vida mais saudável, antes ligada apenas ao tratamento de doenças como a obesidade, diabetes ou pressão alta, já tem novos rumos, levando em consideração a prevenção destas e de outras doenças decorrentes do novo estilo de vida, apressado e com fácil acesso a alimentos industrializados.

A alimentação do brasileiro, nos últimos anos, vem perdendo qualidade consideravelmente no que se refere à ingestão mínima de vitaminas e minerais (micronutrientes), gorduras boas e proteínas (macronutrientes) a serem consumidas diariamente, de acordo com a recomendação por faixa etária, com relação à prática de atividade física ou com a presença de comorbidades (doenças relacionadas entre si).

A queixa recorrente nos consultórios sobre a ansiedade que acompanha os pacientes diariamente, principalmente no final da tarde, gerando compulsão alimentar, vem paralelamente à piora ou ao surgimento de sintomas depressivos, uma vez que o excesso de carboidratos refinados e seus constituintes (farinhas brancas, açúcar refinado, gordura vegetal hidrogenada) gera carências nutricionais que por sua vez alteram o funcionamento do intestino e a produção de hormônios relacionados à qualidade do sono e à sensação de felicidade.

Assim, uma alimentação saudável está diretamente associada à saúde mental, podendo agir preventivamente e atenuar os sintomas da depressão e da ansiedade.

Vejamos alguns alimentos que agem gerando este benefício:

> Cúrcuma (açafrão da terra): por suas ações antioxidante, anti-inflamatória, neuroprotetora.

> Oleaginosas, ovos, aveia e vegetais verdes escuros: contêm nutrientes e compostos importantes para a integridade do sistema nervoso central.

> Pré e Probióticos: ação direta no intestino, mantendo a integridade da parede da mucosa intestinal, assim como melhora a absorção de vitaminas e minerais.

> Vitamina C e carotenoides (encontrados em frutas e vegetais): modulação da ação de neurotransmissores.

E lembre-se, toda e qualquer indicação de alimentos e/ou preparações deve ser precedida de avaliação, por isso procure seu nutricionista para que ele o oriente sobre a frequência de consumo mais segura para você.

 

Fabiane Almeida | Nutricionista CRN 8 6363

REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA:

1. BEATE, A. et al. Is there an association between food patterns and life satisfaction among Norway’s inhabitants ages 65 years and older? Appetite;110:108-115, 2017.

2. MCKEAN, J.; NAUG, H.; NIKBAKHT, E. et al. Probiotics and subclinical psychological symptoms in healthy participants: a systematic review and meta-analysis. J Altern Complement Med; 1-10, 2016.

3. MARTÍNEZ-GONZÁLEZ, M.A.; SÁNCHEZ-VILLEGAS, A. Food patterns and the prevention of depression. Proc Nutr Soc; 75(2):139-46,2016.

4. LIBUDA, L.; ANTEL, J.; HEBEBRAND, J. et al. Nutrition and mental diseases: focus depressive disorders. Nervenarzt; 88 (1): 87-101,2017.

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